LIÇÃO 09
O apóstolo é cercado
3º trimestre de 2021
Sábado, 28 de Agosto de 2021
E disse-me [o Senhor]: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe (Atos 22:21).
Os que são chamados a se unir a Cristo devem abandonar tudo a fim de segui-lO. — Parábolas de Jesus, pp. 36 e 37.
Estudo adicional: Atos dos apóstolos, pp. 408-418 (capítulo 38: “Paulo prisioneiro”).
Domingo, 22 de agosto - 1. REVELANDO A CRISTO
1A) O que o tratamento dado a Paulo nos lembra? Atos 21:33-36; Lucas 23:18.
At 21:33-36 — Então, aproximando-se o tribuno, o prendeu, e o mandou atar com duas cadeias, e lhe perguntou quem era e o que tinha feito. 34 E, na multidão, uns clamavam de uma maneira; outros, de outra; mas, como nada podia saber ao certo por causa do alvoroço, mandou conduzi-lo para a fortaleza. 35 E sucedeu que, chegando às escadas, os soldados tiveram de lhe pegar por causa da violência da multidão, 36 porque a multidão do povo o seguia, clamando: Mata-o!
Lc 23:18 — Mas toda a multidão clamou à uma, dizendo: Fora daqui com Este e solta-nos Barrabás.
Lc 23:18 — Mas toda a multidão clamou à uma, dizendo: Fora daqui com Este e solta-nos Barrabás.
Quando o Filho de Deus estava sendo julgado, os judeus clamaram: “Fora daqui com Este e crucifica-O!” porque Sua vida pura e santo ensino os convenceu do pecado e os condenou; e pela mesma razão muitos clamam na alma contra a Palavra de Deus. — Conselhos aos pais, professores e estudantes, p. 425.
1B) Por que a Providência divina abriu caminho em defesa de Paulo? Atos 21:37-39.
At 21:37-39 — E, quando iam introduzir Paulo na fortaleza, disse Paulo ao tribuno: É-me permitido dizer-te alguma coisa? E ele disse: Sabes o grego? 38 Não és tu, porventura, aquele egípcio que antes destes dias fez uma sedição e levou ao deserto quatro mil salteadores? 39 Mas Paulo lhe disse: Na verdade, eu sou um homem judeu, cidadão de Tarso, cidade não pouco célebre na Cilícia; rogo-te, porém, que me permitas falar ao povo.
Em meio ao tumulto, o apóstolo permaneceu calmo e controlado. Sua mente estava firme em Deus, e sabia que anjos celestiais o rodeavam. Não podia deixar o templo sem fazer um esforço para apresentar a verdade a seus conterrâneos. Assim, voltou-se para o comandante e dirigiu-se a ele em grego, de maneira respeitosa, dizendo: “É-me permitido dizer-te alguma coisa?” [...] e implorou pela permissão de falar ao povo. O Senhor deu a Seu servo a capacidade de influenciar o oficial romano, que concedeu o pedido. — Sketches from the Life of Paul, p. 218.
Segunda-feira, 23 de agosto - 2. UMA NOBRE DEFESA
2A) Cite alguns destaques da defesa de Paulo. Atos 21:40; Atos 22:1-11.
At 21:40 — E, havendo-lho permitido, Paulo, pondo-se em pé nas escadas, fez sinal com a mão ao povo; e, feito grande silêncio, falou-lhes em língua hebraica, dizendo:
At 22:1-11 — Varões irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós. 2 (E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram.) E disse: 3 Quanto a mim, sou varão judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso para com Deus, como todos vós hoje sois. 4 Persegui este Caminho até à morte, prendendo e metendo em prisões, tanto homens como mulheres, 5 como também o sumo sacerdote me é testemunha, e todo o conselho dos anciãos; e, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer manietados para Jerusalém aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados. 6 Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, de repente me rodeou uma grande luz do Céu. 7 E caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que Me persegues? 8 E eu respondi: Quem és, Senhor? E disse-me: Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues. 9 E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito; mas não ouviram a voz dAquele que falava comigo. 10 Então, disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer. 11 E, como eu não via por causa do esplendor daquela luz, fui levado pela mão dos que estavam comigo e cheguei a Damasco.
At 22:1-11 — Varões irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós. 2 (E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram.) E disse: 3 Quanto a mim, sou varão judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso para com Deus, como todos vós hoje sois. 4 Persegui este Caminho até à morte, prendendo e metendo em prisões, tanto homens como mulheres, 5 como também o sumo sacerdote me é testemunha, e todo o conselho dos anciãos; e, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer manietados para Jerusalém aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados. 6 Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, de repente me rodeou uma grande luz do Céu. 7 E caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que Me persegues? 8 E eu respondi: Quem és, Senhor? E disse-me: Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues. 9 E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito; mas não ouviram a voz dAquele que falava comigo. 10 Então, disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer. 11 E, como eu não via por causa do esplendor daquela luz, fui levado pela mão dos que estavam comigo e cheguei a Damasco.
O apóstolo nunca poderia esquecer a própria transformação, pois deixou de ser um perseguidor de todos os crentes em Cristo para se tornar um crente nEle. Que influência essa conversão teve em toda a sua vida e além dela! Que encorajamento ela exerceu enquanto ele trabalhava ao lado dAquele a quem uma vez ridicularizou e desprezou. Nunca poderia esquecer a garantia que lhe foi transmitida na primeira parte de seu ministério. Ele podia falar com inteligência porque tinha uma experiência, um conhecimento pessoal do Senhor Jesus Cristo. Exercia uma fé viva e permanente, pois cultivava o senso da presença de Cristo em todas as suas obras. Recebeu forças mediante a prece, e, como fiel soldado de Cristo, sempre confiou nas ordens de seu Capitão. — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 6, p. 1065.
2B) Por que Paulo tinha certeza de que havia sido chamado por Deus para servir ao mundo gentio? Atos 22:12-21.
At 22:12-21 — E um certo Ananias, varão piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam, 13 vindo ter comigo e apresentando-se, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. E naquela mesma hora o vi. 14 E ele disse: O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a Sua vontade, e vejas aquele Justo, e ouças a voz da Sua boca. 15 Porque hás de ser Sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido. 16 E, agora, por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor. 17 E aconteceu que, tornando eu para Jerusalém, quando orava no templo, fui arrebatado para fora de mim. 18 E vi aquele que me dizia: Dá-te pressa e sai apressadamente de Jerusalém, porque não receberão o teu testemunho acerca de Mim. 19 E eu disse: Senhor, eles bem sabem que eu lançava na prisão e açoitava nas sinagogas os que criam em Ti. 20 E, quando o sangue de Estêvão, Tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava as vestes dos que o matavam. 21 E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe.
O Senhor mesmo havia dado a Paulo a comissão de entrar no vasto campo missionário do mundo gentio. A fim de prepará-lo para essa extensa e difícil obra, Deus entrou em íntima conexão com ele e compartilhou cenas da beleza e da glória celestial perante a extasiada visão do apóstolo. — Atos dos apóstolos, p. 159.
2C) Como a multidão reagiu contra Paulo — e com que resultado? Atos 22:22-24.
At 22:22-24 — E ouviram-no até esta palavra e levantaram a voz, dizendo: Tira da Terra um tal homem, porque não convém que viva! 23 E, clamando eles, e arrojando de si as vestes, e lançando pó para o ar, 24 o tribuno mandou que o levassem para a fortaleza, dizendo que o examinassem com açoites, para saber por que causa assim clamavam contra ele.
[O tribuno romano] não conseguiu entender o discurso de Paulo em hebraico, e concluiu, com base no alvoroço, que o prisioneiro devia ser culpado de um crime muito grande. [...]
O corpo do apóstolo foi estendido, como o de um malfeitor comum, para receber as chibatadas. Não havia amigo para apoiá-lo. Ele estava numa fortaleza romana, cercado apenas por soldados brutais. — Sketches from the Life of Paul, p. 220.
O corpo do apóstolo foi estendido, como o de um malfeitor comum, para receber as chibatadas. Não havia amigo para apoiá-lo. Ele estava numa fortaleza romana, cercado apenas por soldados brutais. — Sketches from the Life of Paul, p. 220.
2D) Por que Paulo foi poupado de sofrer uma provação ainda pior? Atos 22:25-29.
At 22:25-29 — E, quando o estavam atando com correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado? 26 E, ouvindo isto, o centurião foi e anunciou ao tribuno, dizendo: Vê o que vais fazer, porque este homem é romano. 27 E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim. 28 E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu sou-o de nascimento. 29 E logo dele se apartaram os que o haviam de examinar; e até o tribuno teve temor, quando soube que era romano, visto que o tinha ligado.
Terça-feira, 24 de agosto - 3. PERANTE O CONSELHO
3A) Como começou a audiência de Paulo perante o conselho — e o que ele profetizou? Atos 22:30; Atos 23:1-5.
At 22:30 — No dia seguinte, querendo saber ao certo a causa por que era acusado pelos judeus, soltou-o das prisões e mandou vir os principais dos sacerdotes e todo o seu conselho; e, trazendo Paulo, o apresentou diante deles.
At 23:1-5 — E, pondo Paulo os olhos no conselho, disse: Varões irmãos, até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência. 2 Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca. 3 Então, Paulo lhe disse: Deus te ferirá, parede branqueada! Tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei e, contra a lei, me mandas ferir? 4 E os que ali estavam disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus? 5 E Paulo disse: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo.
At 23:1-5 — E, pondo Paulo os olhos no conselho, disse: Varões irmãos, até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência. 2 Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca. 3 Então, Paulo lhe disse: Deus te ferirá, parede branqueada! Tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei e, contra a lei, me mandas ferir? 4 E os que ali estavam disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus? 5 E Paulo disse: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo.
Sob a influência do Espírito Santo, Paulo proferiu uma denúncia profética como a que Cristo pronunciou ao repreender a hipocrisia dos judeus. O juízo pronunciado pelo apóstolo cumpriu-se terrivelmente quando o sumo sacerdote iníquo e hipócrita foi morto por assassinos na guerra judaica. — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 6, p. 1065.
3B) Como Paulo sabiamente redirecionou o foco da audiência? Atos 23:6-9.
At 23:6-9 — E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus, e outra, de fariseus, clamou no conselho: Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu! No tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado! 7 E, havendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu. 8 Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa. 9 E originou-se um grande clamor; e, levantando-se os escribas da parte dos fariseus, contendiam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem, e se algum espírito ou anjo lhe falou, não resistamos a Deus.
Os fariseus eram muito rígidos com respeito à obediência exterior dos usos e costumes, e estavam cheios de uma justiça própria altiva, mundana e hipócrita. Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos e a existência de anjos, e eram céticos em relação a Deus. Essa seita era em grande parte composta por pessoas de caráter indigno, muitas das quais tinham hábitos libertinos. — Ibidem, vol. 5, p. 1077.
Os dois partidos começaram a debater entre si, e assim quebrou-se a força da oposição contra Paulo. [...]
Na confusão que se seguiu, os saduceus estavam lutando ansiosamente para se apoderarem do apóstolo a fim de matá-lo; e os fariseus estavam na mesma luta ansiosa para protegê-lo. — Atos dos apóstolos, pp. 411 e 412.
Os dois partidos começaram a debater entre si, e assim quebrou-se a força da oposição contra Paulo. [...]
Na confusão que se seguiu, os saduceus estavam lutando ansiosamente para se apoderarem do apóstolo a fim de matá-lo; e os fariseus estavam na mesma luta ansiosa para protegê-lo. — Atos dos apóstolos, pp. 411 e 412.
3C) De que modo Paulo foi protegido — e o que isso nos lembra? Atos 23:10.
At 23:10 — E, havendo grande dissensão, o tribuno, temendo que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a soldadesca, para que o tirassem do meio deles e o levassem para a fortaleza.
Nossa posição perante Deus não depende da quantidade de luz que recebemos, mas do modo como usamos a que temos. Assim, mesmo os pagãos que escolhem o lado certo, tanto quanto podem entendê-lo, estão numa posição mais favorável do que aqueles que têm recebido grande luz e professam servir a Deus, mas que a desprezam e pela vida diária contradizem a própria profissão. — O Desejado de Todas as Nações, p. 239.
Quarta-feira, 25 de agosto - 4. SOZINHO NA ESCURIDÃO
4A) Quais foram os pensamentos de Paulo enquanto estava sozinho durante a noite na prisão do castelo — e quem o confortou? Atos 23:11.
At 23:11 — E, na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo! Porque, como de Mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma.
Mais tarde, enquanto pensava nas difíceis experiências do dia, Paulo começou a temer que sua conduta não tivesse agradado a Deus. Será que ele havia cometido um erro ao visitar Jerusalém? Será que o grande desejo de se unir a seus irmãos é que levou a esse desastroso resultado?
A posição que os judeus ocupavam diante de um mundo incrédulo como professo povo de Deus causava ao apóstolo intensa angústia de espírito. Como esses oficiais pagãos os encarariam? — Alegando ser adoradores de Jeová e assumindo um sagrado ofício enquanto se entregavam ao controle de uma ira cega e irracional, tentando destruir até mesmo seus irmãos que ousavam divergir deles em questão de fé religiosa, e transformando seu mais solene conselho deliberativo numa cena de contenda e confusão selvagem. Paulo sentiu que o nome de Deus fora envergonhado aos olhos dos pagãos.
E agora ele estava preso, sabendo que os inimigos, em sua malícia desesperada, tentariam de tudo para matá-lo. Será que sua obra pelas igrejas havia terminado e os lobos vorazes estavam entrando em cena? Havia íntima ligação entre a causa de Cristo e o coração de Paulo, e com profunda ansiedade pensou nos perigos das igrejas dispersas, expostas como estavam às perseguições de homens exatamente como aqueles que havia enfrentado no conselho do Sinédrio. Em aflição e desânimo, derramou lágrimas e orou.
Naquela hora de escuridão, o Senhor não Se esqueceu de Seu servo. Ele o havia protegido da multidão assassina no pátio do templo; estivera com ele perante o conselho do Sinédrio; estava agora com ele na fortaleza; e revelou-Se à Sua fiel testemunha em resposta às fervorosas orações por orientação. [Atos 23:11 é citado aqui.] — Atos dos apóstolos, pp. 412 e 413.
A posição que os judeus ocupavam diante de um mundo incrédulo como professo povo de Deus causava ao apóstolo intensa angústia de espírito. Como esses oficiais pagãos os encarariam? — Alegando ser adoradores de Jeová e assumindo um sagrado ofício enquanto se entregavam ao controle de uma ira cega e irracional, tentando destruir até mesmo seus irmãos que ousavam divergir deles em questão de fé religiosa, e transformando seu mais solene conselho deliberativo numa cena de contenda e confusão selvagem. Paulo sentiu que o nome de Deus fora envergonhado aos olhos dos pagãos.
E agora ele estava preso, sabendo que os inimigos, em sua malícia desesperada, tentariam de tudo para matá-lo. Será que sua obra pelas igrejas havia terminado e os lobos vorazes estavam entrando em cena? Havia íntima ligação entre a causa de Cristo e o coração de Paulo, e com profunda ansiedade pensou nos perigos das igrejas dispersas, expostas como estavam às perseguições de homens exatamente como aqueles que havia enfrentado no conselho do Sinédrio. Em aflição e desânimo, derramou lágrimas e orou.
Naquela hora de escuridão, o Senhor não Se esqueceu de Seu servo. Ele o havia protegido da multidão assassina no pátio do templo; estivera com ele perante o conselho do Sinédrio; estava agora com ele na fortaleza; e revelou-Se à Sua fiel testemunha em resposta às fervorosas orações por orientação. [Atos 23:11 é citado aqui.] — Atos dos apóstolos, pp. 412 e 413.
4B) O que revela a disposição de Deus em nos confortar na escuridão, assim como fez com Paulo e com o solitário Davi no deserto? Salmo 63:5 e 6.
Sl 63:5 e 6 — A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca Te louvará com alegres lábios, 6 quando me lembrar de Ti na minha cama e meditar em Ti nas vigílias da noite.
Em todos os momentos e lugares, em todas as tristezas e aflições, quando a perspectiva parecer sombria e o futuro incerto, e nos sentirmos desamparados e sozinhos, o Consolador será enviado em resposta à oração da fé. — Serviço cristão, p. 251.
Quinta-feira, 26 de agosto - 5. OS DA PRÓPRIA NAÇÃO
5A) No dia seguinte, que plano o inimigo das almas traçou? Atos 23:12-15.
At 23:12-15 — Quando já era dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração e juraram dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo. 13 E eram mais de quarenta os que fizeram esta conjuração. 14 Estes foram ter com os principais dos sacerdotes e anciãos e disseram: Conjuramo-nos, sob pena de maldição, a nada provarmos até que matemos a Paulo. 15 Agora, pois, vós, com o conselho, rogai ao tribuno que vo-lo traga amanhã, como querendo saber mais alguma coisa de seus negócios, e, antes que chegue, estaremos prontos para o matar.
Enquanto o Senhor encorajava Seu servo, os inimigos de Paulo tramavam ansiosamente sua destruição. — Atos dos apóstolos, p. 413.
5B) Quem o Senhor usou para expor a trama maligna? Atos 23:16-21.
At 23:16-21 — E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido acerca desta cilada, foi, e entrou na fortaleza, e o anunciou a Paulo. 17 E Paulo, chamando a si um dos centuriões, disse: Leva este jovem ao tribuno, porque tem alguma coisa que lhe comunicar. 18 Tomando-o ele, pois, o levou ao tribuno e disse: O preso Paulo, chamando-me a si, me rogou que te trouxesse este jovem, que tem alguma coisa que dizer-te. 19 E o tribuno, tomando-o pela mão e pondo-se à parte, perguntou-lhe em particular: Que tens que me contar? 20 E disse ele: Os judeus se concertaram rogar-te que amanhã leves Paulo ao conselho como tendo de inquirir dele mais alguma coisa ao certo. 21 Mas tu não os creias, porque mais de quarenta homens dentre eles lhe andam armando ciladas, os quais se obrigaram, sob pena de maldição, a não comerem nem beberem até que o tenham morto; e já estão apercebidos, esperando de ti promessa.
5C) Por que apenas o tribuno podia anular o plano — e o que deveríamos compreender da perseguição contra Paulo? Atos 23:22-33.
At 23:22-33 — Então, o tribuno despediu o jovem, mandando-lhe que a ninguém dissesse que lhe havia contado aquilo. 23 E, chamando dois centuriões, lhes disse: Aprontai para as três horas da noite duzentos soldados, e setenta de cavalo, e duzentos lanceiros para irem até Cesareia; 24 e aparelhai cavalgaduras, para que, pondo nelas a Paulo, o levem salvo ao governador Félix. 25 E escreveu uma carta que continha isto: 26 Cláudio Lísias a Félix, potentíssimo governador, saúde. 27 Este homem foi preso pelos judeus; e, estando já a ponto de ser morto por eles, sobrevim eu com a soldadesca e o livrei, informado de que era romano. 28 Querendo saber a causa por que o acusavam, o levei ao seu conselho. 29 E achei que o acusavam de algumas questões da sua lei, mas que nenhum crime havia nele digno de morte ou de prisão. 30 E, sendo-me notificado que os judeus haviam de armar ciladas a esse homem, logo to enviei, mandando também aos acusadores que perante ti digam o que tiverem contra ele. Passa bem. 31 Tomando, pois, os soldados a Paulo, como lhes fora mandado, o trouxeram de noite a Antipátride. 32 No dia seguinte, deixando aos de cavalo irem com ele, tornaram à fortaleza; 33 os quais, logo que chegaram a Cesareia e entregaram a carta ao governador, lhe apresentaram Paulo.
O caso de Paulo não era o primeiro em que um servo de Deus encontrava amparo em meio aos pagãos contra a maldade do professo povo de Jeová. [...]
Embora os líderes judeus alegassem ter grande zelo pela honra de Deus e pelo bem de Israel, eram inimigos de ambos. Por preceito e exemplo levavam o povo cada vez mais para longe da obediência a Deus — conduzindo-os aonde não poderia ser sua defesa no dia da angústia. — Ibidem, pp. 416 e 417.
Satanás está constantemente trabalhando mediante seus agentes para desanimar e destruir aqueles a quem Deus escolheu para realizar uma grande e boa obra. Eles podem estar dispostos a sacrificar até a própria vida pelo avanço da causa de Cristo, mas o grande enganador sugerirá dúvidas contra eles na mente de seus irmãos, as quais, se nutridas, minariam a confiança em sua integridade de caráter, e assim prejudicariam sua utilidade. — Ibidem, p. 418.
Embora os líderes judeus alegassem ter grande zelo pela honra de Deus e pelo bem de Israel, eram inimigos de ambos. Por preceito e exemplo levavam o povo cada vez mais para longe da obediência a Deus — conduzindo-os aonde não poderia ser sua defesa no dia da angústia. — Ibidem, pp. 416 e 417.
Satanás está constantemente trabalhando mediante seus agentes para desanimar e destruir aqueles a quem Deus escolheu para realizar uma grande e boa obra. Eles podem estar dispostos a sacrificar até a própria vida pelo avanço da causa de Cristo, mas o grande enganador sugerirá dúvidas contra eles na mente de seus irmãos, as quais, se nutridas, minariam a confiança em sua integridade de caráter, e assim prejudicariam sua utilidade. — Ibidem, p. 418.
Sexta-feira, 27 de agosto - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Como o comportamento de Paulo contrastava com o de seus compatriotas?
2. O que possibilitou a Paulo suportar o sofrimento que o assediava?
3. Quem tratou Paulo da pior forma — os pagãos, os fariseus ou os saduceus?
4. Por que o cuidado que Deus teve por Paulo na prisão do castelo pode nos confortar?
5. Explique a atitude contrastante entre o tribuno romano e os judeus.
2. O que possibilitou a Paulo suportar o sofrimento que o assediava?
3. Quem tratou Paulo da pior forma — os pagãos, os fariseus ou os saduceus?
4. Por que o cuidado que Deus teve por Paulo na prisão do castelo pode nos confortar?
5. Explique a atitude contrastante entre o tribuno romano e os judeus.