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LIÇÃO 13
Sábado, 25 de Dezembro de 2021
Exaltando a cruz
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“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gálatas 6:14).
Suspenso na cruz, Cristo era o evangelho. [...] Será que os membros da igreja não irão manter o olhar fixo no Salvador crucificado e ressurgido, em quem se centraliza nossa esperança de vida eterna? Esta é nossa mensagem, nosso argumento, nossa doutrina, nossa advertência ao impenitente, nosso consolo para os tristes, a esperança de todo crente. — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 6, p. 1113.
Estudo adicional: Atos dos apóstolos, pp. 201-210 (capítulo 20: “Exaltando a cruz”).
Domingo, 19 de dezembro - 1. O SIGNIFICADO DE UM MINISTÉRIO CAPAZ
1A) O que é notável no ministério de Paulo? 2 Coríntios 3:2, 6-9.
2Co 3:2, 6-9 — Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, [...] 6 o qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica. 7 E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, 8 como não será de maior glória o ministério do Espírito? 9 Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça.
Embora existam, hoje, muitos pregadores, há grande escassez de ministros santos e capazes — homens cheios do amor que havia no coração de Cristo. Orgulho, autoconfiança, amor ao mundo, crítica, amargura, inveja, são os frutos produzidos por muitos que professam a religião de Jesus. A vida dessas pessoas, em nítido contraste com a vida do Salvador, frequentemente dá triste testemunho do caráter da obra ministerial sob a qual se converteram.
Um homem não pode ter maior honra do que ser aceito por Deus como um ministro evangélico capaz. Mas aqueles a quem o Senhor abençoa com poder e sucesso em Sua obra não se vangloriam. Reconhecem a total dependência dEle, percebendo que não têm poder em si mesmos. — Atos dos apóstolos, p. 328.
1B) O que aconteceu na Galácia, que revelou uma falta de compreensão do verdadeiro ministério por parte dos falsos mestres? Gálatas 6:12 e 13.
Gl 6:12 e 13 — Todos os que querem mostrar boa aparência na carne, esses vos obrigam a circuncidar-vos, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. 13 Porque nem ainda esses mesmos que se circuncidam guardam a Lei, mas querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne.
Segunda-feira, 20 de dezembro - 2. APRESENTANDO A CRUCIFIXÃO
2A) Explique o que acontece quando levamos o coração e a mente a contemplar o sacrifício de Cristo por nós. João 1:29.
Jo 1:29 — No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Se os pecadores puderem ser levados a contemplar fervorosamente a cruz, se puderem obter uma visão completa do Salvador crucificado, perceberão a profundidade da compaixão de Deus e a malignidade do pecado.
A morte de Cristo comprova o grande amor de Deus pelo homem. É nossa garantia de salvação. Remover a cruz do cristão seria como apagar o Sol do céu. A cruz nos aproxima de Deus, nos reconciliando com Ele. Com a abnegada compaixão do amor de um pai, Jeová olha para o sofrimento que o Filho suportou para salvar a raça da morte eterna, e nos aceita no Amado.
Sem a cruz, o homem não poderia ter união com o Pai. Todas as nossas esperanças se apoiam nela. Dela resplandece a luz do amor do Salvador, e quando, ao pé da cruz, o pecador olha Àquele que morreu para salvá-lo, pode se alegrar plenamente, pois seus pecados estão perdoados. Ajoelhando-se com fé sob a cruz, ele chega à mais exaltada posição que o homem pode alcançar.
Pela cruz, aprendemos que o Pai celestial nos ama com um amor infinito. — Atos dos apóstolos, pp. 209 e 210.
2B) O que Paulo enfrentou ao apresentar a cruz? 1 Coríntios 1:22 e 23.
1Co 1:22 e 23 — Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; 23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.
Para a mente das multidões de hoje, a cruz do Calvário está cercada de santas memórias. Sagradas lembranças estão ligadas às cenas da crucifixão. Mas na época de Paulo, a cruz despertava sentimentos de repulsa e horror. Defender alguém que havia encontrado a morte na cruz como o Salvador da humanidade, obviamente despertaria o ridículo e a oposição.
Paulo sabia muito bem como os judeus e os gregos de Corinto considerariam sua mensagem. “Pregamos a Cristo crucificado”, admitiu ele, “que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (1 Coríntios 1:23). Entre os ouvintes judeus, havia muitos que ficariam irados com a mensagem que ele estava prestes a proclamar. Já na avaliação dos gregos, suas palavras soariam como uma tolice absurda. Ele seria considerado fraco por tentar mostrar como a cruz poderia ter qualquer relação com a elevação da raça ou a salvação da humanidade. — Ibidem, p. 245.
Terça-feira, 21 de dezembro - 3. MAIS PODEROSO DO QUE PENSAMOS
3A) Diante da oposição, o que Paulo não apenas pregou, mas realmente exaltou ao máximo? Gálatas 6:14. Por quê?
Gl 6:14 — Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo.
Para Paulo, a cruz era o único objeto de supremo interesse. Desde que havia sido impedido em sua carreira de perseguidor contra os seguidores do Nazareno crucificado, nunca cessou de se gloriar na cruz. Naquela época, havia recebido uma revelação do infinito amor de Deus, conforme exposto na morte de Cristo; e operou-se uma maravilhosa transformação na vida, que harmonizou todos os seus planos e propósitos com o Céu. Dali em diante, Paulo era um novo homem em Cristo. Por experiência pessoal, sabia que, quando um pecador uma vez contempla o amor do Pai, conforme visto no sacrifício de Seu Filho, e cede à influência divina, ocorre uma mudança no coração; e, dali em diante, Cristo é tudo em todos. — Atos dos apóstolos, p. 245.
A cruz! A cruz! Exalte-a [...] e, no ato de exaltá-la, você ficará surpreso ao descobrir que ela eleva e dá apoio a você. Em meio a adversidade, privação e tristeza, ela lhe servirá de força e de cajado. Você descobrirá que tudo depende de misericórdia, compaixão, simpatia e amor inexprimível. Isso será uma promessa de imortalidade para você. — Testemunhos para a igreja, vol. 2, p. 47.
3B) Como o salmista explica a conquista da cruz? Salmo 85:10.
Sl 85:10 — A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.
Quando o pecador vê Jesus como Ele é — um Salvador todo-compassivo —, esperança e segurança se apoderam da alma. A alma desamparada se lança, sem qualquer reserva, sobre Jesus. Nenhuma dúvida persistente pode afastar a visão de Cristo Jesus crucificado. A incredulidade se vai. [...]
Esse sacrifício foi oferecido com o propósito de restaurar a perfeição original do homem. Sim, além disso, concede-lhe uma completa transformação de caráter, tornando-o mais do que vencedor. [...]
Cristo declara: “Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim.” Se a cruz não encontra uma influência em favor de si mesma, ela cria uma. Geração após geração, a verdade para cada época é revelada como a verdade presente. Cristo na cruz foi o meio pelo qual a misericórdia e a verdade se encontraram, e a justiça e a paz se beijaram. É o meio que deve mover o mundo. — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 6, p. 1113.
Quarta-feira, 22 de dezembro - 4. UMA PERSPECTIVA ÚNICA
4A) Como o ato de contemplar a cruz muda nossa vida? João 12:32.
Jo 12:32 — E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim.
Quando a mente é atraída para a cruz do Calvário, Cristo é discernido sobre a vergonhosa cruz por uma visão imperfeita. Por que Ele morreu? Por causa do pecado. E o que é pecado? É a transgressão da Lei. Então, os olhos se abrem para ver o caráter do pecado. A Lei está quebrada, mas não pode perdoar o transgressor. Ela é nosso aio [pedagogo], condenando ao castigo. Onde está o remédio? A Lei nos leva a Cristo, que foi pendurado na cruz para que pudesse conceder Sua justiça ao homem caído e pecador, e assim apresentar os homens ao Pai no caráter justo do Filho. — Mensagens escolhidas, vol. 1, p. 341. [Colchetes do tradutor.]
Jesus vê a culpa do passado e declara o perdão, e não devemos desonrá-lO por duvidar desse amor. Esse sentimento de culpa deve ser depositado ao pé da cruz do Calvário. O senso de pecaminosidade envenena as fontes da vida e da verdadeira felicidade. Agora, Jesus diz: “Coloque tudo sobre Mim. Tirarei seus pecados e lhe darei a paz. Não rejeite mais o respeito próprio, pois Eu o comprei com o preço do Meu próprio sangue. Você é Meu. Eu fortalecerei a vontade enfraquecida; removerei o remorso pelo pecado.” Então, conduza a Ele o coração agradecido, tremente de incerteza, e apegue-se à esperança à sua frente. Deus aceita o coração quebrantado e contrito, e estende a você o perdão gratuito. Ele Se oferece para adotá-lo na Sua família, dando-lhe graça para ajudá-lo na própria fraqueza, e o querido Salvador o guiará passo a passo, com sua mão sobre a dEle, permitindo-O conduzir. — Para conhecê-lO, p. 241.
4B) Como isso afeta nossas atitudes e nos eleva espiritualmente? Jó 23:16.
Jó 23:16 — Porque Deus macerou o meu coração, e o Todo-Poderoso me perturbou.
Olhe, oh, olhe à cruz do Calvário; contemple a vítima real sofrendo por você. [...]
O Filho de Deus foi rejeitado e desprezado por nossa causa. À plena vista da cruz, será que você consegue contemplar com os olhos da fé os sofrimentos de Cristo e ainda contar a própria história de desgraça e provações? Consegue nutrir vingança no coração contra os inimigos enquanto a prece de Cristo emana daqueles pálidos e trêmulos lábios em favor dos próprios ofensores e assassinos — “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34)? — Ibidem, p. 65.
Quinta-feira, 23 de dezembro - 5. UMA NOVA CRIATURA
5A) Como Paulo conclui essa epístola? Gálatas 6:15-18. Que efeito essas palavras produziram nos gálatas?
Gl 6:15-18 — Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. 16 E, a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus. 17 Desde agora, ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus. 18 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito. Amém!
Quando Paulo recebeu o evangelho de Jesus Cristo, isso fez dele uma nova criatura. Ele foi transformado; a verdade implantada na alma deu-lhe tanta fé e coragem como seguidor de Cristo que nenhuma oposição poderia fazê-lo desistir; nenhum sofrimento o intimidava. — Fé e obras, p. 33.
As fervorosas palavras de súplica do apóstolo não foram infrutíferas. O Espírito Santo operou com grande poder, e muitos cujos pés haviam se desviado por caminhos estranhos voltaram à primeira fé no evangelho. Daí em diante, permaneceram firmes na liberdade com que Cristo os libertou. Os frutos do Espírito revelaram-se na vida — “amor, alegria, paz, longanimidade, brandura, bondade, fé, mansidão e temperança.” Glorificaram o nome de Deus, e muitos foram acrescentados ao número de crentes em toda aquela região. — Atos dos apóstolos, p. 388.
5B) Como essa epístola deve impressionar nosso coração? Mateus 16:24-26.
Mt 16:24-26 — Então, disse Jesus aos Seus discípulos: Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-Me; 25 porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de Mim achá-la-á. 26 Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?
Será que podemos nos admirar pelo fato de Paulo ter dito: “Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”? (Gálatas 6:14). É nosso privilégio também nos gloriarmos na cruz, assim como o privilégio de nos entregarmos totalmente Àquele que Se entregou por nós. Então, com a luz que brilha do Calvário em nossa face, podemos partir para revelar essa luz aos que estão em trevas. — Ibidem, p. 210.
Sexta-feira, 24 de dezembro - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Compare o ministério de Paulo com o dos falsos mestres na Galácia.
2. Como as cenas do Calvário deveriam me impactar de maneira poderosa?
3. Por que é uma bênção sempre ter em mente a cruz?
4. O que acontece com meus problemas e aborrecimentos diante da visão da cruz?
5. Como essa mensagem pode me reviver, como fez com os gálatas?