LIÇÃO 12
Sábado, 18 de Dezembro de 2021

Quando se veem fraquezas e erros

“Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros” (Gálatas 5:25 e 26).
Não precisamos ser tão zelosos para com nossos irmãos e, nesse zelo, negligenciar a obra que precisamos fazer por nós mesmos. O erro de outra pessoa não vai melhorar nosso caso. — Este dia com Deus, p. 83.
Estudo adicional: Testemunhos para a igreja, vol. 2, pp. 50-55 (capítulo 4: “O falar pecaminoso”); Testemunhos para a igreja vol. 3, pp. 93 e 94 (capítulo 9: “A obra em Battle Creek”); Testemunhos para a igreja, vol. 5, pp. 246-248, 603-613 (capítulo 25: “Unidade cristã”; capítulo 74: “Amor pelos que erram”).

Domingo 12 de dezembro - 1. NÓS E OS OUTROS
1A) Que apelo de Paulo ecoa por todas as épocas da cristandade até nossos dias? Gálatas 5:25 e 26.
Gl 5:25 e 26 — Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. 26 Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.

Aqueles que não são espirituais frequentemente parecem ter um zelo que excede em muito o zelo dos verdadeiros filhos de Deus. Isso ocorre porque decidiram que o próprio caminho e os próprios planos terão êxito. Dizem a si mesmos: “Empenharei toda a minha força neste plano e vou trabalhar continuamente até ver o sucesso. Vou persistir até a vitória.” Mas toda a religião de um homem geralmente se encontra nesse zelo ambicioso, que ele pensa estar de acordo com a ordem cristã. Tirando-se isso, não sobrará nada. São como os fariseus, que dizimavam a hortelã, o endro e o cominho, mas negligenciavam as questões mais importantes da Lei, do juízo, da misericórdia e do amor de Deus. — The Ellen G. White 1888 Materials, pp. 1374 e 1375.
Todos os que desejam aprender de Cristo devem ser esvaziados da sabedoria humana. A alma deve ser purificada de toda vaidade e orgulho, e limpa de tudo que a controla, e Cristo deve ser entronizado no coração. A luta constante na alma, que se origina no egoísmo e na autossuficiência, deve ser reprimida, e a humildade e a mansidão devem ocupar o lugar de nossa autoestima natural. — Sermons and Talks, vol. 1, pp. 271 e 272.

Segunda-feira, 13 de dezembro - 2. APRENDENDO O CAMINHO DE DEUS
2A) Às vezes, que tipo de experiência quase todos enfrentamos? Salmo 69:5, 16-19.
Sl 69:5, 16-19 — Tu, ó Deus, bem conheces a minha insipiência; e os meus pecados não te são encobertos. [...] 16 Ouve-me, Senhor, pois boa é a Tua misericórdia; olha para mim segundo a Tua muitíssima piedade. 17 E não escondas o Teu rosto do Teu servo, porque estou angustiado; ouve-me depressa. 18 Aproxima-Te da minha alma, e resgata-a; livra-me por causa dos meus inimigos. 19 Bem conheces a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão; diante de Ti estão todos os meus adversários.

Quaisquer que sejam suas ansiedades e provações, apresente o caso ao Senhor. Seu espírito estará preparado para a resistência. O caminho se abrirá para que você se liberte do embaraço e da dificuldade. — O Desejado de Todas as Nações, p. 329.

2B) Tendo em mente essa realidade, descreva como devemos agir com alguém que cometeu um erro. Gálatas 6:1; Mateus 18:15.
Gl 6:1 — Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão, olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.
Mt 18:15 — Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão.

Se você está triste porque o semelhante ou os amigos estão fazendo coisas erradas para o próprio mal, se eles forem surpreendidos em falta, siga a regra bíblica. “Repreende-o entre ti e ele só” [Mateus 18:15]. Ao ir ao encontro daquele que você supõe estar em erro, certifique-se de falar com um espírito manso e humilde, porque “a ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tiago 1:20). Não há outra forma de restaurar o errante senão no espírito de mansidão, gentileza e terno amor. Seja cuidadoso nas maneiras. Evite qualquer coisa no olhar ou nos gestos, nas palavras ou no tom, que lembre orgulho ou autossuficiência. Guarde-se de dizer uma palavra ou de lançar um olhar que exalte você mesmo ou que ponha sua bondade e retidão em contraste com as falhas da pessoa. Evite a mais distante aproximação do desdém, da arrogância ou do desprezo. Com cuidado, evite toda aparência de raiva; e, embora use de linguagem simples, evite reprovação e acusação injuriosa, e que não haja nenhum sinal de cordialidade além do sincero amor. Acima de tudo, que não haja sombra de ódio ou má vontade, nem amargura ou azedume de expressão. Nada além de bondade e gentileza pode fluir de um coração amoroso. No entanto, todos esses frutos preciosos não precisam impedi-lo de falar da maneira mais séria e solene, como se os anjos estivessem olhando para você e você estivesse agindo em referência ao juízo vindouro. Tenha em mente que o sucesso da reprovação depende muito do espírito com que é dada. Não negligencie a oração fervorosa, para que possua uma mente humilde e para que os anjos de Deus possam ir adiante para trabalhar no coração dos que você está tentando alcançar, e assim abrandá-los por impressões celestiais, a fim de que os esforços em favor deles possam ser úteis. Se algum bem for realizado, não tome nenhum crédito para si. Só Deus deve ser exaltado. Só Deus faz tudo. — Testemunhos para a igreja, vol. 2, pp. 52 e 53.

Terça-feira, 14 de dezembro - 3. A REGRA DE OURO DA FALA
3A) O que deveria nos ajudar a resistir à tentação de comentar com outros as faltas de uma pessoa? Lucas 6:31; Provérbios 25:9.
Lc 6:31 — E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também.
Pv 25:9 — Pleiteia a tua causa com o teu próximo mesmo e não descubras o segredo de outro.

Você justificou o ato de ter falado mal de um irmão, irmã ou do próximo a outros antes de ir até a pessoa e dar os passos que Deus absolutamente ordenou. Você diz: “Ah, não falei com ninguém até que fiquei tão sobrecarregada que não pude me conter.” O que sobrecarregou você? Não foi, por acaso, uma clara negligência do dever, de um “assim diz o Senhor”? (Ageu 1:5). Você está sob a culpa do pecado porque não foi ao ofensor para lhe declarar a culpa a sós, entre você e ele. Se você não fez isso, se desobedeceu a Deus, como poderia ter sido de outra forma, pois o coração estava endurecido enquanto pisoteava a ordem de Deus e odiava ao irmão ou ao semelhante? E que forma você descobriu para acalmar a consciência? Deus a reprova pelo pecado de omissão quando deixa de revelar a um irmão a culpa dele, e você se justifica e se conforta por um pecado de responsabilidade, espalhando as faltas de seus irmãos a terceiros! Cometer pecado é o modo correto de conseguir bem-estar? — Testemunhos para a igreja, vol. 2, p. 53.

3B) Ao abordar alguém sobre suas faltas, como essa pessoa pode reagir? Provérbios 14:16. No entanto, qual é o nosso dever, independentemente do risco?
Pv 14:16 — O sábio teme e desvia-se do mal, mas o tolo encoleriza-se e dá-se por seguro.

Ajude aqueles que têm errado, contando a eles a própria experiência. Mostre como a paciência, a bondade e a ajuda dos colegas de trabalho lhe deram coragem e esperança quando você cometeu erros graves. — A ciência do bom viver, pp. 494 e 495.
Todos os esforços que você fez para salvar os que erram podem ser inúteis. Eles podem retribuir o bem com o mal. Podem ficar furiosos ao invés de convencidos. E se não derem ouvidos a nenhum bom propósito e continuarem no mau caminho em que estavam? Isso irá ocorrer com frequência. Às vezes, a mais branda e terna reprovação não surtirá efeito benéfico. Nesse caso, a bênção que você queria que outra pessoa recebesse por seguir um caminho de retidão, parando de fazer o mal e aprendendo a fazer o bem, voltará para você. Se o errante persistir no pecado, trate-o com bondade e entregue-o nas mãos do Pai celestial. Você livrou a própria alma; os pecados dele não repousam mais sobre você, e você não participa mais desses pecados. — Testemunhos para a igreja, vol. 2, pp. 53 e 54.

Quarta-feira, 15 de dezembro - 4. HUMILHADOS POR NOSSA PRÓPRIA FRAGILIDADE
4A) Por que devemos vencer a cultura da maledicência (mexerico, fofoca)? Tito 3:2; Tiago 4:11.
Tt 3:2 — Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda mansidão para com todos os homens.
Tg 4:11 — Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão e julga a seu irmão fala mal da Lei e julga a Lei; e, se tu julgas a Lei, já não és observador da Lei, mas juiz.

Não fale mal de ninguém. Não ouça o mal de nenhum homem. Se não houver ouvintes, não haverá divulgadores do mal. Se alguém falar mal de outros diante de você, impeça-o. Recuse-se a ouvi-lo, mesmo que as maneiras dessa pessoa sejam sempre suaves, e a índole gentil. Ele pode professar apego e, ainda assim, lançar insinuações dissimuladas e esfaquear a pessoa pelas costas.
Recuse-se resolutamente a ouvir, ainda que o mexeriqueiro diga não estar aguentando, e que precisa falar. É claro, não aguenta porque está com um maldito segredo que separa verdadeiros amigos. Vão, sobrecarregados, e aliviem-se do próprio fardo pela maneira indicada por Deus. Primeiro, vão até o irmão e falem com ele a sós sobre o erro dele. — Testemunhos para a igreja, vol. 2, p. 54.

4B) O que acontece quando a pessoa em erro se recusa a ouvir? Mateus 18:16 e 17.
Mt 18:16 e 17 — Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. 17 E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.

Se isso falhar, leve com você um ou dois amigos e fale com o faltoso na presença deles. Se esses passos falharem, informe à igreja. Nenhum incrédulo deve estar a par do menor detalhe do assunto. Contar isso para a igreja é o último passo a ser dado. Não publique essas coisas aos inimigos de nossa fé. — Idem.

4C) Explique o que pode fazer dar certo ou arruinar a verdadeira restauração. Gálatas 6:2 e 3.
Gl 6:2 e 3 — Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a Lei de Cristo. 3 Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.

Tenha em mente que a obra de restauração deve ser nosso fardo. Essa obra não deve ser feita de maneira orgulhosa, burocrática e presunçosa. Que seus modos não digam: “Tenho o poder e vou usá-lo”, e você chegue despejando acusações sobre aquele que está em erro. [...] A obra que nos foi imposta fazer por nossos irmãos não é rejeitá-los nem os pressionar ao desânimo ou ao desespero, dizendo: “Você me decepcionou, e não tentarei ajudá-lo.” Aquele que se apresenta como cheio de sabedoria e força, e se inclina sobre aquele que está oprimido, angustiado e ansioso por ajuda, manifesta o próprio espírito do fariseu, que se cobre com o manto da própria dignidade autoconstituída. No próprio espírito, agradece a Deus por não ser como os demais homens, e supõe que a própria conduta é louvável, e que ele é forte demais para ser tentado. [Gálatas 6:3 é citado aqui.] — Ibidem, vol. 6, pp. 398 e 399.

Quinta-feira, 16 de dezembro - 5. APRENDENDO A MAIS PROFUNDA HUMILDADE
5A) Como podemos evitar que nosso testemunho em favor de Cristo seja arruinado? Gálatas 6:4 e 5.
Gl 6:4 e 5 — Mas prove cada um a sua própria obra e terá glória só em si mesmo e não noutro. 5 Porque cada qual levará a sua própria carga.

Uma das maiores maldições em nosso mundo (e que também é vista nas igrejas e na sociedade em qualquer lugar) é o amor pela supremacia. Os homens se empolgam com a busca do poder e da popularidade. Esse espírito tem se manifestado nas fileiras dos observadores do sábado, para nossa tristeza e vergonha. Mas o sucesso espiritual vem apenas para os que aprenderam mansidão e humildade na escola de Cristo. — Testemunhos para a igreja, vol. 6, p. 397.
Aquele que se considera superior aos irmãos em juízo e experiência, e despreza os conselhos e admoestações deles, demonstra que está numa ilusão perigosa. O coração é enganoso. Essa pessoa deve provar o próprio caráter e a própria vida pelo padrão da Bíblia. [...] Todo homem deve finalmente resistir ou cair por si mesmo, não de acordo com a opinião da parte dos que o apoiam ou da parte dos que se opõem a ele, não de acordo com o juízo de qualquer homem, mas de acordo com o real caráter dessa pessoa perante os olhos de Deus. — Ibidem, vol. 5, pp. 247 e 248.

5B) Como nossa influência pode trazer esperança real a outros? Gálatas 6:6-10.
Gl 6:6-10 — E o que é instruído na Palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui. 7 Não erreis: Deus não Se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. 8 Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna. 9 E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. 10 Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.

Até o juízo, você nunca saberá a influência de uma atitude amável e atenciosa para com o errante, o irracional e o indigno. Quando nos deparamos com a ingratidão e traição aos sagrados deveres, nos despertamos para demonstrar nosso desprezo ou indignação. Isso é o que o culpado espera; ele está preparado para isso. Mas a bondosa tolerância os pega de surpresa e frequentemente desperta neles os melhores impulsos, e surge o desejo de uma vida mais nobre. — A ciência do bom viver, p. 495.

Sexta-feira, 17 de dezembro - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Que característica de Lúcifer deve ser erradicada de todo cristão?
2. Antes de pensar em corrigir alguém, o que devo considerar primeiro?
3. Por que não posso receber o crédito, mesmo que minhas palavras pareçam ajudar alguém?
4. Em que ocasiões posso ter sido culpado de contribuir com uma cultura de maledicência (fofocas)?
5. Por que os momentos mais humilhantes da minha vida podem ter sido os melhores para mim?