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Em cadeias de honra

T3 · L13

LIÇÃO 13

Em cadeias de honra

3º trimestre de 2021
Sábado, 25 de Setembro de 2021
Seja-vos, pois, notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão (Atos 28:28).
[O poder da perseguição] não pode impedir a operação da Palavra da verdade na alma e na consciência. Paulo pode ter sido amarrado, preso a cadeias, mas a Palavra de Deus não pode ficar presa. Ela há de realizar a obra para a qual foi enviada, e as forças humanas não podem impedi-la. — The Review and Herald, 11 de setembro de 1888.
Estudo adicional: Atos dos apóstolos, pp. 445-454, 485-497 (capítulo 43: “Em Roma”; capítulo 46: “Em liberdade”).

Domingo, 19 de setembro - 1. NA ILHA DE MALTA
1A) Como os náufragos foram recebidos na ilha de Malta — e o que levou Paulo a revelar imediatamente o poder de Deus ali? Atos 28:1-6.
At 28:1-6 — Havendo escapado, então, souberam que a ilha se chamava Malta. 2 E os bárbaros usaram conosco de não pouca humanidade; porque, acendendo uma grande fogueira, nos recolheram a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio. 3 E, havendo Paulo ajuntado uma quantidade de vides e pondo-as no fogo, uma víbora, fugindo do calor, lhe acometeu a mão. 4 E os bárbaros, vendo-lhe a víbora pendurada na mão, diziam uns aos outros: Certamente este homem é homicida, visto como, escapando do mar, a Justiça não o deixa viver. 5 Mas, sacudindo ele a víbora no fogo, não padeceu nenhum mal. 6 E eles esperavam que viesse a inchar ou a cair morto de repente; mas tendo esperado já muito e vendo que nenhum incômodo lhe sobrevinha, mudando de parecer, diziam que era um deus.

As mãos [de Paulo] juntaram lenha para acender o fogo a fim de ajudar os passageiros naufragados e enregelados. Quando viram a víbora mortal presa em sua mão, ficaram aterrorizados; mas Paulo sacudiu calmamente a cobra no fogo, sabendo que ela não poderia machucá-lo, pois ele confiava totalmente em Deus. — Minha consagração hoje, p. 334.

1B) Explique como o Senhor providenciou oportunidades para Paulo servir aos ilhéus. Atos 28:7-10.
At 28:7-10 — E ali, próximo daquele mesmo lugar, havia umas herdades que pertenciam ao principal da ilha, por nome Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. 8 Aconteceu estar de cama enfermo de febres e disenteria o pai de Públio, que Paulo foi ver, e, havendo orado, pôs as mãos sobre ele e o curou. 9 Feito, pois, isto, vieram também ter com ele os demais que na ilha tinham enfermidades e sararam, 10 os quais nos distinguiram também com muitas honras; e, havendo de navegar, nos proveram das coisas necessárias.

Nos três meses em que a companhia do navio permaneceu em Malta, Paulo e seus companheiros de trabalho aproveitaram muitas oportunidades para pregar o evangelho. O Senhor atuou por meio deles de modo notável. Por causa de Paulo, todo o grupo de náufragos recebeu um tratamento muito bondoso. — Atos dos apóstolos, p. 446.

Segunda-feira 20 de setembro - 2. MOMENTOS MEMORÁVEIS
2A) Com a retomada da viagem, que bênção os aguardava em Putéoli? Atos 28:11-14.
At 28:11-14 — Três meses depois, partimos num navio de Alexandria, que invernara na ilha, o qual tinha por insígnia Castor e Pólux. 12 E, chegando a Siracusa, ficamos ali três dias, 13 donde, indo costeando, viemos a Régio; e, soprando, um dia depois, um vento do sul, chegamos no segundo dia a Putéoli, 14 onde, achando alguns irmãos, nos rogaram que por sete dias ficássemos com eles; e depois nos dirigimos a Roma.

Havia alguns cristãos nesse lugar, que imploraram ao apóstolo para ficar sete dias com eles; um privilégio gentilmente concedido pelo centurião. — Atos dos apóstolos, p. 447.

2B) Descreva a impressionante chegada de Paulo a Roma. Atos 28:15 e 16.
At 28:15 e 16 — E de lá, ouvindo os irmãos novas de nós, nos saíram ao encontro à Praça de Ápio e às Três Vendas, e Paulo, vendo-os, deu graças a Deus e tomou ânimo. 16 E, logo que chegamos a Roma, o centurião entregou os presos ao general dos exércitos; mas a Paulo se lhe permitiu morar por sua conta, com o soldado que o guardava.

Júlio concedeu de boa vontade ao apóstolo todos os favores que estava em seu poder outorgar; mas o oficial não podia mudar a condição do prisioneiro, ou libertá-lo da corrente que o prendia ao soldado de guarda. Foi com o coração pesado que Paulo prosseguiu em sua tão esperada visita à metrópole mundial. Como as circunstâncias eram diferentes daquelas que ele havia previsto! Como ele proclamaria o evangelho, se estava acorrentado e estigmatizado? Suas esperanças de ganhar muitas almas para a verdade em Roma pareciam destinadas ao desapontamento.
Por fim, os viajantes chegam à Praça de Ápio, a sessenta quilômetros de Roma. Enquanto abrem caminho através da multidão que se aglomera na grande avenida, o idoso de cabelos grisalhos, acorrentado a um grupo de criminosos de aparência grosseira, recebe muitos olhares de desprezo e é objeto de muitos gracejos rudes e irreverentes.
De repente, ouve-se um grito de alegria, e um homem salta do meio da multidão que passava e se atira ao pescoço do prisioneiro, abraçando-o com lágrimas e regozijo, como um filho abraça um pai ausente há muito tempo. Várias vezes a cena se repete. [...]
À medida que os afetuosos discípulos se aglomeram ao redor de seu pai no evangelho, todo o grupo para. Os soldados estão impacientes com a demora, mas não têm coragem de interromper o feliz encontro, pois eles também aprenderam a respeitar e estimar aquele prisioneiro. Naquele rosto cansado e sofrido, os discípulos viam refletida a imagem de Cristo. Eles garantem a Paulo que não o esqueceram nem deixaram de amá-lo; que estão em dívida com ele pela alegre esperança que anima suas vidas e lhes dá paz com Deus. No ardor de sua devoção, eles o carregariam sobre os ombros por todo o caminho até a cidade, se lhes fosse permitido o privilégio.
Poucos percebem o significado das palavras de Lucas, que quando Paulo viu seus irmãos, “deu graças a Deus e tomou ânimo”. — Ibidem, pp. 448 e 449.

Terça-feira, 21 de setembro - 3. FORTALECIDO PARA A TAREFA
3A) Como Paulo mais tarde expressou o grande conforto que sua recepção em Roma lhe havia proporcionado? 2 Timóteo 1:16 e 17.
2Tm 1:16 e 17 — O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou e não se envergonhou das minhas cadeias; 17 antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou.

Em meio às lágrimas e à simpatia dos crentes, que não se envergonhavam de suas algemas, o apóstolo louvou a Deus em alta voz. Varreu-se a nuvem de tristeza que lhe escurecia o espírito. Sua vida cristã havia sido um ciclo de provações, sofrimentos e desenganos, mas naquela hora ele se sentiu abundantemente recompensado. Com passos mais firmes e coração disposto, continuou seu caminho. Não iria reclamar do passado nem temer o futuro. Sabia que laços e aflições o aguardavam; mas também sabia que era seu dever libertar almas de uma escravidão infinitamente mais terrível, e se alegrou em seus sofrimentos por amor a Cristo. — Atos dos apóstolos, p. 449.

3B) Mesmo sabendo que poderia ter posto a própria vida em risco outra vez, o que Paulo, três dias depois, fez prontamente em Roma? Atos 28:17-20.
At 28:17-20 — E aconteceu que, três dias depois, Paulo convocou os principais dos judeus e, juntos eles, lhes disse: Varões irmãos, não havendo eu feito nada contra o povo ou contra os ritos paternos, vim, contudo, preso desde Jerusalém, entregue nas mãos dos romanos, 18 os quais, havendo-me examinado, queriam soltar-me, por não haver em mim crime algum de morte. 19 Mas, opondo-se os judeus, foi-me forçoso apelar para César, não tendo, contudo, de que acusar a minha nação. 20 Por esta causa vos chamei, para vos ver e falar; porque pela esperança de Israel estou com esta cadeia.

Em Roma, o centurião Júlio entregou seus prisioneiros ao capitão da guarda do imperador. O bom relatório que deu acerca de Paulo, junto com a carta de Festo, fez com que o apóstolo fosse visto com favor pelo capitão-chefe, e, em vez de ser jogado na prisão, foi autorizado a viver em sua própria casa alugada. Embora ainda constantemente preso a um soldado, tinha liberdade para receber amigos e trabalhar pelo avanço da causa de Cristo.
Muitos dos judeus que haviam sido expulsos de Roma alguns anos antes, tiveram permissão para retornar, de modo que havia um grande número por lá. Em primeiro lugar, Paulo decidiu apresentar a eles os fatos relativos a si mesmo e sua obra antes que os inimigos tivessem oportunidade de revoltá-los contra ele. Três dias depois de sua chegada a Roma, convocou os líderes deles, e, de maneira simples e direta, declarou por que tinha chegado a Roma como prisioneiro. [...]
Ele não mencionou nada sobre os abusos sofridos pelas mãos dos judeus, ou sobre os repetidos planos deles para o assassinarem. Cautela e gentileza marcavam suas palavras. Não procurava ganhar atenção pessoal ou simpatia, mas defender a verdade e manter a honra do evangelho. — Ibidem, pp. 449 e 450.

Quarta-feira, 22 de setembro - 4. TESTEMUNHANDO MAIS UMA VEZ
4A) Como os judeus reagiram à apresentação de Paulo? Atos 28:21-23.
At 28:21-23 — Então, eles lhe disseram: Nós não recebemos acerca de ti cartas algumas da Judeia, nem veio aqui algum dos irmãos que nos anunciasse ou dissesse de ti mal algum. 22 No entanto, bem quiséramos ouvir de ti o que sentes; porque, quanto a esta seita, notório nos é que em toda parte se fala contra ela. 23 E, havendo-lhe eles assinalado um dia, muitos foram ter com ele à pousada, aos quais declarava com bom testemunho o Reino de Deus e procurava persuadi-los à fé de Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas, desde pela manhã até à tarde.

Já que [os judeus] queriam isso, Paulo pediu que marcassem um dia em que pudesse apresentar-lhes as verdades do evangelho. No tempo determinado, muitos se reuniram, “aos quais declarava com bom testemunho o Reino de Deus e procurava persuadi-los à fé de Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas, desde pela manhã até à tarde”. Relatou a própria experiência e apresentou argumentos das Escrituras do Antigo Testamento com simplicidade, sinceridade e poder.
O apóstolo mostrou que a religião não consiste em ritos e cerimônias, crenças e teorias. Se assim fosse, o homem natural poderia entendê-la pelo estudo, da mesma forma que compreende as coisas seculares. Paulo ensinou que a religião é uma força prática e salvadora, um princípio totalmente divino, uma experiência pessoal do poder renovador de Deus sobre a alma.
Ele mostrou como Moisés havia apontado a Cristo perante Israel como o Profeta a quem deviam ouvir; como todos os profetas deram testemunho dEle como o grande remédio de Deus contra o pecado, o Inocente que carregaria os pecados do culpado. Ele não criticou a obediência aos rituais e cerimônias, mas mostrou que, embora mantivessem o serviço ritual com grande exatidão, haviam rejeitado Aquele que era o antítipo de todo o sistema. — Atos dos apóstolos, p. 451 e 452.

4B) Como a reunião terminou em benefício de Paulo? Atos 28:24-29.
At 28:24-29 — E alguns criam no que se dizia, mas outros não criam. 25 E, como ficaram entre si discordes, se despediram, dizendo Paulo esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías, 26 dizendo: Vai a este povo e dize: De ouvido, ouvireis e de maneira nenhuma entendereis; e, vendo, vereis e de maneira nenhuma percebereis. 27 Porquanto o coração deste povo está endurecido, e com os ouvidos ouviram pesadamente e fecharam os olhos, para que nunca com os olhos vejam, nem com os ouvidos ouçam, nem do coração entendam, e se convertam, e Eu os cure. 28 Seja-vos, pois, notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão. 29 E, havendo ele dito isto, partiram os judeus, tendo entre si grande contenda.

Muitos meses se passaram depois da chegada de Paulo a Roma antes que os judeus de Jerusalém comparecessem para apresentar suas acusações contra o prisioneiro. Seus planos haviam sido repetidamente frustrados; e agora que Paulo devia ser julgado perante o mais alto tribunal do Império Romano, não desejavam arriscar outra derrota. Lísias, Félix, Festo e Agripa haviam declarado crer na inocência dele. Os inimigos só podiam ter esperança de sucesso tentando, por meio da intriga, influenciar o imperador contra ele. O atraso favoreceria o objetivo deles, pois lhes daria tempo para aperfeiçoar e executar os planos, de modo que aguardaram certo tempo antes de apresentar pessoalmente as acusações contra o apóstolo. — Ibidem, p. 453.

Quinta-feira, 23 de setembro - 5. A VERDADE DE DEUS É JUSTIFICADA
5A) Antes de Paulo ser martirizado, o que foi capaz de fazer — e o que pôde declarar? Atos 28:30 e 31; 2 Timóteo 4:6-8.
At 28:30 e 31 — E Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara e recebia todos quantos vinham vê-lo, 31 pregando o Reino de Deus e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.
2Tm 4:6-8 — Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. 7 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a Sua vinda.

Embora aparentemente afastado do trabalho ativo, Paulo exerceu uma influência mais ampla e duradoura do que se tivesse ficado livre para viajar entre as igrejas como havia feito em anos anteriores. — Atos dos apóstolos, p. 454.

5B) O que nos fortalecerá nos dias que virão? Salmo 76:10; Salmo 119:126.
Sl 76:10 — Porque a cólera do homem redundará em Teu louvor, e o restante da cólera, Tu o restringirás.
Sl 119:126 — Já é tempo de operares, ó Senhor, pois eles têm quebrantado a Tua Lei.

Deus sempre atuou em favor de Seu povo nos momentos mais extremos, quando parecia não parecia haver a menor esperança de que a ruína pudesse ser evitada. Os desígnios de homens ímpios, os inimigos da igreja, estão sujeitos ao Seu poder e providência soberanos. Ele pode tocar o coração dos estadistas; a ira dos turbulentos e insatisfeitos, que odeiam a Deus, Sua verdade e Seu povo, pode ser desviada, assim como Ele faz com os rios. A oração move o braço da Onipotência. Aquele que organiza e ordena as estrelas nos céus, cuja Palavra controla as ondas do grande mar, o mesmo Criador infinito trabalhará em favor de Seu povo se eles O invocarem com fé. Ele conterá as forças das trevas até que a advertência seja dada ao mundo, e todos os que a ouvirem estejam preparados para o conflito.
[Salmo 76:10 é citado aqui.] Deus afirma que a verdade probante será trazida à tona e se tornará objeto de estudo e debate, mesmo que seja mediante o desprezo que lhe for imposto. A mente do povo deve ser agitada. Cada controvérsia, reprovação e calúnia serão os meios de Deus para provocar indagações e despertar mentes que, de outra forma, continuariam adormecidas. — Testemunhos para a igreja, vol. 5, pp. 452 e 453.

Sexta-feira, 24 de setembro - PARA VOCÊ REFLETIR
1. De que modo situações como a de estar preso podem oferecer oportunidades?
2. O que revela o poder que as epístolas de Paulo exerciam sobre os crentes?
3. Como Deus usa eventos semelhantes a chegada de Paulo a Roma para nos elevar?
4. Que experiência de Paulo nos lembra que o tempo de Deus é perfeito?
5. Como Deus pode me usar para espalhar a verdade em circunstâncias difíceis?
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