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Testemunhando perante um rei

T3 · L11

LIÇÃO 11

Testemunhando perante um rei

3º trimestre de 2021
Sábado, 11 de Setembro de 2021
Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço, dando testemunho, tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer (Atos 26:22).
A coroa de Cristo deve ser erguida acima dos diademas dos potentados terrestres. — Testemunhos para a igreja, vol. 6, p. 402.
Estudo adicional: Atos dos apóstolos, pp. 427-438 (capítulo 40: “Paulo apela para César”).

Domingo, 5 de setembro - 1. O RESULTADO DA REJEIÇÃO DA LUZ
1A) Conforme Félix punha o prazer mundano, a ganância e a política ambiciosa à frente da luz trazida por Paulo, o que ocorreu na vida dele? Atos 24:26 e 27.
At 24:26 e 27 — Esperando, ao mesmo tempo, que Paulo lhe desse dinheiro, para que o soltasse; pelo que também, muitas vezes, o mandava chamar e falava com ele. 27 Mas, passados dois anos, Félix teve por sucessor a Pórcio Festo; e, querendo Félix comprazer aos judeus, deixou a Paulo preso.

[Félix] insinuou que Paulo poderia garantir sua libertação pelo pagamento de grande soma de dinheiro. O apóstolo, entretanto, era de natureza nobre demais para conquistar a liberdade por meio de suborno. Como não era culpado de nenhum crime, não se rebaixaria a cometer um erro para ser libertado. — Atos dos apóstolos, pp. 426 e 427.
[Numa disputa entre gregos e judeus ocorrida em Cesareia,] Félix, cujo rancor contra os judeus aumentava a cada ano, deu agora liberdade a seus soldados para saquear a casa dos ricos.
Esses atos ousados de injustiça e crueldade não passaram despercebidos. Os judeus indiciaram formalmente a Félix, e ele foi convocado a Roma para responder às acusações. O governador sabia muito bem que sua conduta de extorsão e opressão havia dado abundantes motivos aos judeus para o acusarem, mas ainda esperava resolver o problema. Assim, embora nutrisse um respeito sincero por Paulo, decidiu satisfazer a maldade deles mantendo-o preso. Mas todos os seus esforços foram inúteis; embora tenha escapado do banimento ou da morte, foi removido do cargo e privado da maior parte da fortuna que adquiriu por meios ilícitos. Drusila, sua parceira de culpa, pereceu mais tarde, ao lado do único filho, na erupção do Monte Vesúvio. Enfim, seus próprios dias terminaram em desgraça e obscuridade. — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 6, p. 1066.

Segunda-feira, 6 de setembro - 2. SEGURANÇA POR MEIOS INESPERADOS
2A) Explique a política de Festo, o sucessor de Félix. Atos 25:1-6.
At 25:1-6 — Entrando, pois, Festo na província, subiu dali a três dias de Cesareia a Jerusalém. 2 E o sumo sacerdote e os principais dos judeus compareceram perante ele contra Paulo e lhe rogaram, 3 pedindo como favor, contra ele, que o fizesse vir a Jerusalém, armando ciladas para o matarem no caminho. 4 Mas Festo respondeu que Paulo estava guardado em Cesareia e que ele brevemente partiria para lá. 5 Os que, pois, disse, dentre vós têm poder desçam comigo e, se neste varão houver algum crime, acusem-no. 6 E, não se demorando entre eles mais de dez dias, desceu a Cesareia; e, no dia seguinte, assentando-se no tribunal, mandou que trouxessem Paulo.

Festo manteve firmemente seu propósito de dar a Paulo um julgamento justo em Cesareia. Em Sua providência, Deus controlou a decisão de Festo, para que a vida do apóstolo fosse prolongada. — Atos dos apóstolos, p. 429.

2B) Como a audiência transcorreu — e qual foi o resultado? Atos 25:7-12. Por que era mais seguro para Paulo ir a César do que a Jerusalém? 2 Timóteo 3:12.
At 25:7-12 — Chegando ele, o rodearam os judeus que haviam descido de Jerusalém, trazendo contra Paulo muitas e graves acusações, que não podiam provar. 8 Mas ele, em sua defesa, disse: Eu não pequei em coisa alguma contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César. 9 Todavia, Festo, querendo comprazer aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres tu subir a Jerusalém e ser lá perante mim julgado acerca destas coisas? 10 Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes. 11 Se fiz algum agravo ou cometi alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas, se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles. Apelo para César. 12 Então, Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César? Para César irás.
2Tm 3:12 — E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.

Festo nada sabia sobre as conspirações dos judeus para assassinar Paulo, e ficou surpreso com o apelo que o prisioneiro fez a César. Assim, as palavras do apóstolo interromperam os procedimentos do tribunal. [...]
Por causa do ódio nascido da intolerância e da justiça própria, um servo de Deus foi obrigado a buscar proteção com os pagãos. [...] Atualmente, o povo de Deus ainda não encontrou um ódio assim. Entre muitos dos professos seguidores de Cristo, existe o mesmo orgulho, formalismo e egoísmo, o mesmo espírito de opressão que ocupava um lugar tão importante na alma judia. No futuro, aqueles que alegam ser representantes de Cristo seguirão um caminho semelhante ao que os sacerdotes e príncipes adotaram no tratamento dado a Cristo e aos apóstolos. Na grande crise que breve virá, os fiéis servos de Deus encontrarão a mesma dureza de coração, a mesma determinação cruel, o mesmo ódio implacável.
Todos os que naquele dia mau quiserem servir destemidamente a Deus, de acordo com os ditames da consciência, precisarão de coragem, firmeza e conhecimento de Deus e de Sua Palavra, pois os que são leais a Deus serão perseguidos; seus motivos serão questionados, mal interpretados seus melhores esforços, e seus nomes considerados maus. Satanás trabalhará com todo o seu poder enganoso para influenciar o coração e confundir o entendimento a fim de fazer com que o mal se pareça com o bem e o bem com o mal. Quanto mais forte e pura for a fé do povo de Deus, e mais firme sua determinação de obedecê-lO, mais ferozmente Satanás se esforçará para despertar contra eles a ira dos que, embora aleguem ser justos, pisam a pés a Lei de Deus. Exigirá a mais firme confiança e o mais heroico propósito manter firme a fé que uma vez foi entregue aos santos. — Ibidem, pp. 430 e 431.

Terça-feira, 7 de setembro - 3. UM ENCONTRO DIVINO
3A) Na providência de Deus, quem mais devia se encontrar com Paulo? Atos 25:13-22.
At 25:13-22 — Passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesareia, a saudar Festo. 14 E, como ali ficassem muitos dias, Festo contou ao rei os negócios de Paulo, dizendo: Um certo varão foi deixado por Félix aqui preso, 15 a respeito de quem os principais dos sacerdotes e os anciãos dos judeus, estando eu em Jerusalém, compareceram perante mim, pedindo sentença contra ele. 16 A eles respondi que não é costume dos romanos entregar algum homem à morte, sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores e possa defender-se da acusação. 17 De sorte que, chegando eles aqui juntos, no dia seguinte, sem fazer dilação alguma, assentado no tribunal, mandei que trouxessem o homem. 18 Acerca dele, estando presentes os acusadores, nenhuma coisa apontaram daquelas que eu suspeitava. 19 Tinham, porém, contra ele algumas questões acerca de sua superstição e de um tal Jesus, defunto, que Paulo afirmava viver. 20 E, estando eu perplexo acerca da inquirição desta causa, perguntei se queria ir a Jerusalém e lá ser julgado acerca destas coisas. 21 Mas, apelando Paulo para que fosse reservado ao conhecimento de Augusto, mandei que o guardassem até que o envie a César. 22 Então, Agripa disse a Festo: Bem quisera eu ouvir também esse homem. E ele disse: Amanhã o ouvirás.

Paulo apelou a César, e Festo não pôde fazer nada além de enviá-lo a Roma. No entanto, algum tempo se passou antes que se encontrasse um navio adequado. [...] Isso deu a Paulo a oportunidade de apresentar as razões de sua fé aos principais homens de Cesareia, assim como ao rei Agripa II, o último da linhagem dos Herodes. — Atos dos apóstolos, p. 433.

3B) Descreva a cena e o encontro de apresentação entre Paulo e Agripa no tribunal — e como o céu viu isso. Atos 25:23-27.
At 25:23-27 — No dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os tribunos e varões principais da cidade, sendo trazido Paulo por mandado de Festo. 24 E Festo disse: Rei Agripa e todos os varões que estais presentes conosco, aqui vedes um homem de quem toda a multidão dos judeus me tem falado, tanto em Jerusalém como aqui, clamando que não convém que viva mais. 25 Mas, achando eu que nenhuma coisa digna de morte fizera, e apelando ele mesmo também para Augusto, tenho determinado enviar-lho. 26 Dele, porém, não tenho coisa alguma certa que escreva ao meu senhor e, por isso, perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de interrogado, tenha alguma coisa que escrever. 27 Porque me parece contra a razão enviar um preso e não notificar contra ele as acusações.

Em honra aos visitantes, Festo procurou fazer dessa ocasião um evento de exibição imponente. As ricas vestes do procurador e seus convidados, a espada dos soldados e a armadura brilhante de seus comandantes concediam brilho à cena.
Ainda algemado, Paulo se apresentou diante do grupo reunido. Apresentou-se ali um grande contraste! Agripa e Berenice possuíam poder e posição, e por isso eram favorecidos pelo mundo. Contudo, faltavam-lhes os traços de caráter que Deus aprova. Eram transgressores de Sua Lei, corruptos de coração e vida. O Céu abominava o procedimento deles.
O idoso prisioneiro, acorrentado ao soldado da guarda, nada tinha na aparência que despertasse a homenagem do mundo. Ainda assim, todo o Céu estava interessado naquele homem aparentemente sem amigos, riqueza ou posição, mantido prisioneiro por causa da fé no Filho de Deus. Os anjos eram seus assistentes. Se a glória de um daqueles brilhantes mensageiros fosse revelada, a pompa e o orgulho da realeza teriam desparecido; o rei e os nobres teriam sido jogados ao chão, assim como aconteceu com os guardas romanos no sepulcro de Cristo. — Ibidem, pp. 434 e 435.
Todo o Céu estava interessado naquele homem, agora mantido prisioneiro por sua fé no Filho de Deus. Diz o amado João: “Por isso, o mundo não nos conhece porque não conhece a Ele” (1 João 3:1). O mundo não conhece a Cristo nem conhecerá aqueles que O representam. São filhos de Deus, filhos da família real; mesmo assim, o mundo não percebe suas grandes afirmações. Podem despertar curiosidade, mas não são apreciados ou compreendidos. Consideram-nos desinteressantes, cuja presença não é bem-vinda. — Sketches from the Life of Paul, p. 254.

Quarta-feira 8 de setembro - 4. PECADORES ARREPENDIDOS FALAM
4A) O que podemos aprender do modo como Paulo deu abertura ao próprio testemunho? Atos 26:1-8.
At 26:1-8 — Depois, Agripa disse a Paulo: Permite-se-te que te defendas. Então, Paulo, estendendo a mão em sua defesa, respondeu: 2 Tenho-me por venturoso, ó rei Agripa, de que perante ti me haja, hoje, de defender de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus, 3 mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões que há entre os judeus; pelo que te rogo que me ouças com paciência. 4 A minha vida, pois, desde a mocidade, qual haja sido, desde o princípio, em Jerusalém, entre os da minha nação, todos os judeus a sabem. 5 Sabendo de mim, desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu. 6 E, agora, pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais, estou aqui e sou julgado, 7 à qual as nossas doze tribos esperam chegar, servindo a Deus continuamente, noite e dia. Por esta esperança, ó rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus. 8 Pois quê? Julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?

O cristianismo fará do homem um cavalheiro. Cristo foi cortês, mesmo para com os inimigos; e Seus verdadeiros seguidores manifestarão o mesmo espírito. Vejam Paulo perante os magistrados. Seu discurso diante de Agripa é um exemplo de verdadeira cortesia e de eloquência persuasiva. O evangelho não incentiva a gentileza formal praticada no mundo, mas a cortesia que brota da verdadeira bondade de coração. — Obreiros evangélicos, p. 123.

4B) Como a humildade de coração irradiava do apóstolo? Atos 26:9-11.
At 26:9-11 — Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus, o Nazareno, devia eu praticar muitos atos, 10 o que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido poder dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e, quando os matavam, eu dava o meu voto contra eles. 11 E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui.

Os exemplos de verdadeiro arrependimento e humilhação na Palavra de Deus revelam um espírito de confissão que não apresenta desculpa para o pecado ou tentativa de justificar a si mesmo.
Paulo não procurou se proteger, mas pinta o próprio pecado na mais escura tonalidade, sem tentar diminuir a própria culpa. [Atos 26:10 e 11 é citado aqui.]. [...] Ele não hesita em declarar que “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Timóteo 1:15). — Testemunhos para a igreja, vol. 5, p. 641.

4C) Como Paulo relatou a própria experiência — e que dever a ele confiado também repousa sobre nós agora, nos dias que antecedem a volta de Jesus? Atos 26:12-18.
At 26:12-18 — Sobre o que, indo, então, a Damasco, com poder e comissão dos principais dos sacerdotes, 13 ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do Céu, que excedia o esplendor do Sol, cuja claridade me envolveu a mim e aos que iam comigo. 14 E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava e, em língua hebraica, dizia: Saulo, Saulo, por que Me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões. 15 E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. 16 Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, 17 livrando-te deste povo e dos gentios, a quem agora te envio, 18 para lhes abrires os olhos e das trevas os converteres à luz e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados e sorte entre os santificados pela fé em Mim.

O reino [de Cristo] não virá até que as boas-novas de Sua graça sejam levadas a toda a Terra. Portanto, à medida que nos entregamos a Deus e conquistamos outras almas para Ele, apressamos a vinda de Seu reino. Somente aqueles que se dedicam ao Seu serviço, dizendo: “Eis-me aqui; envia-me a mim” (Isaías 6:8), para “lhes abrires os olhos e das trevas os converteres à luz e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados e sorte entre os santificados pela fé em Mim” (Atos 26:18) — somente esses é que afirmam com sinceridade em oração: “Venha o Teu reino”. — O maior discurso de Cristo, pp. 108 e 109.

Quinta-feira, 9 de setembro - 5. CONCEDE-SE UMA OPORTUNIDADE SEM PREÇO
5A) O que Paulo explicou como sendo um fardo ao próprio coração? Atos 26:19-23.
At 26:19-23 — Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial. 20 Antes, anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judeia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento. 21 Por causa disto, os judeus lançaram mão de mim no templo e procuraram matar-me. 22 Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço, dando testemunho, tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, 23 isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios.

5B) Como Festo revelou falta de discernimento espiritual? Atos 26:24-26.
At 26:24-26 — E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo! As muitas letras te fazem delirar! 25 Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo! Antes, digo palavras de verdade e de um são juízo. 26 Porque o rei, diante de quem falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto.

5C) Explique como o Espírito Santo atraía Agripa de forma poderosa — e, de modo trágico, o que o levou finalmente a resistir. Atos 26:27-32.
At 26:27-32 — Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês. 28 E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão! 29 E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias. 30 Dizendo ele isto, se levantou o rei, e o governador, e Berenice, e os que com eles estavam assentados. 31 E, apartando-se dali, falavam uns com os outros, dizendo: Este homem nada fez digno de morte ou de prisões. 32 E Agripa disse a Festo: Bem podia soltar-se este homem, se não houvera apelado para César.

Será que essas palavras fizeram a mente de Agripa voltar à história passada da própria família, e aos esforços infrutíferos [de seus ancestrais] contra Aquele a quem Paulo pregava? Será que pensou no bisavô Herodes e no massacre das crianças inocentes de Belém? Teria pensado no tio-avô Antipas e no assassinato de João Batista? Teria lembrado do próprio pai, Agripa I, e do martírio do apóstolo Tiago? Será que viu nos desastres que rapidamente se abateram sobre esses reis uma prova do desagrado de Deus em consequência dos crimes cometidos contra Seus servos? Teriam a pompa e a exibição daquele dia feito Agripa se lembrar da época em que o próprio pai, um monarca mais poderoso que ele, estava na mesma cidade, vestido com mantos brilhantes, enquanto o povo gritava que era um deus? Teria se esquecido de como a vingança rápida e terrível se abateu sobre o vaidoso rei, antes mesmo de os gritos de admiração terem cessado? Alguma coisa de tudo isso passou pela memória de Agripa, mas a própria vaidade foi lisonjeada pela brilhante cena, e o orgulho e a presunção baniram os mais nobres pensamentos. — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 6, pp. 1066 e 1067.

Sexta-feira, 10 de setembro - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Como o fim da vida de Félix nos lembra que a glória terrena também se dissipa?
2. Que qualidades precisamos possuir ao lidar com a traição?
3. Assim como aconteceu com Paulo, por que o Senhor às vezes atrasa uma viagem?
4. Ao orar: “Venha o teu reino” (Mateus 6:10), o que devo entender?
5. Como posso correr o risco de ser distraído pelo brilho do mundo?
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