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Anunciando o Reino

T4 · L11

LIÇÃO 11

Anunciando o Reino

4º trimestre de 2020
Sábado, 12 de Dezembro de 2020
Convém que Eu faça as obras dAquele que Me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar (João 9:4).
A entrada triunfal de Cristo em Jerusalém foi o prenúncio de Sua vinda nas nuvens do céu com poder e glória, em meio ao triunfo dos anjos e à alegria dos santos. — O Desejado de Todas as Nações, p. 580.
Estudo adicional: O Desejado de Todas as Nações, pp. 529-536, 569-572, 589-593.

Domingo, 6 de dezembro - 1. UM TEMPO DETERMINADO PARA CADA FINALIDADE
1A) O que sempre estava na mente de Jesus quando considerava Sua obra de vida, e como ela deveria nos influenciar? João 9:4; João 4:34.
Jo 9:4 — Convém que Eu faça as obras dAquele que Me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar
Jo 4:34 — Jesus disse-lhes: A Minha comida é fazer a vontade dAquele que Me enviou e realizar a Sua obra.

A vida do Salvador na Terra não foi uma vida de comodidade e egoísmo. Ao contrário, sempre demonstrou incansável esforço no trabalho de salvar a humanidade perdida. Desde a manjedoura até o Calvário, andou sempre pelo caminho da abnegação, sem fugir de árduas tarefas, viagens desconfortáveis e preocupações exaustivas.
Ele chegou a dizer de Si mesmo: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a Sua vida em resgate de muitos” (Mateus 20:28). Esse era o único e grande objetivo da vida de Cristo. Tudo o mais era secundário e menos importante. Sua comida e bebida era fazer a vontade de Deus e terminar Sua obra (João 4:34). Individualismo e egoísmo nunca fizeram parte da Sua vida.
Assim, as pessoas que foram beneficiadas pela graça de Cristo também estarão prontas a fazer qualquer sacrifício para que outros, por quem Ele morreu, possam, do mesmo modo, receber esse Dom celestial. — Como encontrar a paz interior, (2019), Edições Vida Plena, pp. 58 e 59.

1B) Qual foi a resposta de Jesus quando Lhe pediram para fazer coisas que reduziriam Seu tempo de trabalho? João 7:6 e 8.
Jo 7:6 e 8 — Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda não é chegado o Meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto. [...] 8 Subi vós a esta festa; Eu não subo ainda a esta festa, porque ainda o Meu tempo não está cumprido.

Segunda-feira, 7 de dezembro - 2. O MILAGRE COROADOR
2A) O que Deus permitiu que acontecesse a um dos amigos mais próximos de Jesus? Quando, então, o Mestre foi ao encontro de Lázaro? João 11:14 e 17.
Jo 11:14 e 17 — Então, Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto, [...] 17 Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura.

Se Cristo estivesse no quarto do doente, Lázaro não teria morrido, pois Satanás não teria qualquer poder sobre ele. A morte não poderia ter atingido a Lázaro na presença do Doador da Vida. Portanto, Cristo permaneceu distante. Deixou o maligno exercer seu poder para que finalmente o fizesse recuar como um inimigo vencido. — O Desejado de Todas as Nações, p. 528.
Tivesse Ele restaurado a saúde [a Lázaro], o milagre que é a evidência mais decisiva de Seu caráter divino não teria sido realizado. — Idem.

2B) O que Jesus fez logo após? João 11:38-44.
Jo 11:38-44 — Jesus, pois, movendo-Se outra vez muito em si mesmo, foi ao sepulcro; e era uma caverna e tinha uma pedra posta sobre ela. 39 Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-Lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias. 40 Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? 41 Tiraram, pois, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o Céu, disse: Pai, graças Te dou por Me haveres ouvido. 42 Eu bem sei que sempre Me ouves, mas Eu disse isso por causa da multidão que está ao redor, para que creiam que Tu Me enviaste. 43 E, tendo dito isso, clamou com grande voz: Lázaro, vem para fora. 44 E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto, envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.

Cristo poderia ter ordenado que a pedra se removesse, e ela Lhe obedeceria à voz. Poderia ter mandado aos anjos que O rodeavam, e teriam feito isso. A Seu pedido, mãos invisíveis teriam removido a pedra. Mas ela devia ser afastada por mãos humanas. Assim, Cristo mostrou que a humanidade deve cooperar com a divindade. O que o poder humano pode fazer, o poder divino não é chamado a realizar. Deus não dispensa a ajuda do homem. Ele a fortalece, cooperando na utilização das faculdades e capacidades que lhe foram dadas. — Ibidem, p. 535.

2C) Como os sacerdotes e principais reagiram? João 11:47-54.
Jo 11:47-54 — Depois, os principais dos sacerdotes e os fariseus formaram conselho e diziam: Que faremos? Porquanto este Homem faz muitos sinais. 48 Se O deixamos assim, todos crerão nEle, e virão os romanos e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação. 49 E Caifás, um deles, que era sumo sacerdote naquele ano, lhes disse: Vós nada sabeis, 50 nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo e que não pereça toda a nação. 51 Ora, ele não disse isso de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. 52 E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos. 53 Desde aquele dia, pois, consultavam-se para O matarem. 54 Jesus, pois, já não andava manifestamente entre os judeus, mas retirou-Se dali para a terra junto do deserto, para uma cidade chamada Efraim; e ali andava com os Seus discípulos.

Muitos que testemunharam a ressurreição de Lázaro acabaram por aceitar a Jesus. Mas o ódio dos sacerdotes contra Ele aumentou. [...] Estavam mais do que nunca determinados a pôr um fim à obra de Cristo. [...]
Até então, os saduceus não haviam encorajado o plano de matar Cristo. Mas, após a ressurreição de Lázaro, decidiram que só pela Sua morte é que poderiam impedir Suas destemidas denúncias contra eles. — Ibidem, pp. 537 e 538.
O milagre coroador de Cristo — a ressurreição de Lázaro — confirmou a determinação dos sacerdotes de livrar o mundo de Jesus e de Suas belas obras, que estavam destruindo rapidamente a influência deles sobre o povo. — Atos dos apóstolos, p. 66.

Terça-feira 8 de dezembro - 3. POR QUE UMA ENTRADA TRIUNFAL?
3A) Descreva o preparo para a última chegada de Jesus a Jerusalém. Marcos 11:1-10.
Mc 11:1-10 — E, logo que se aproximaram de Jerusalém, de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, enviou dois dos Seus discípulos 2 e disse-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós; e, logo que ali entrardes, encontrareis preso um jumentinho, sobre o qual ainda não montou homem algum; soltai-o e trazei-Me. 3 E, se alguém vos disser: Por que fazeis isso?, dizei-lhe que o Senhor precisa dele, e logo o deixará trazer para aqui. 4 E foram, e encontraram o jumentinho preso fora da porta, entre dois caminhos, e o soltaram. 5 E alguns dos que ali estavam lhes disseram: Que fazeis, soltando o jumentinho? 6 Eles, porém, disseram-lhes como Jesus lhes tinha mandado; e os deixaram ir. 7 E levaram o jumentinho a Jesus e lançaram sobre ele as suas vestes, e assentou-Se sobre ele. 8 E muitos estendiam as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores e os espalhavam pelo caminho. 9 E aqueles que iam adiante e os que seguiam clamavam, dizendo: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10 Bendito o Reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

3B) Que profecias do Antigo Testamento foram cumpridas em Cristo ao permitir-Se ser recebido como Rei? Isaías 62:10 e 11; Zacarias 9:9.
Is 62:10 e 11 — Passai, passai pelas portas; preparai o caminho ao povo; aplainai, aplainai a estrada, limpai-a das pedras; arvorai a bandeira aos povos. 11 Eis que o Senhor fez ouvir até às extremidades da Terra: Dizei à filha de Sião: Eis que a tua salvação vem; eis que com Ele vem o Seu galardão, e a Sua obra diante dEle.
Zc 9:9 — Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu Rei virá a ti, justo e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta.

3C) De que modo o povo reagiu ao evento? Mateus 21:10; Lucas 19:39. Como isso afetou o futuro de Jesus?
Mt 21:10 — E, entrando Ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é Este?
Lc 19:39 — E disseram-Lhe dentre a multidão alguns dos fariseus: Mestre, repreende os Teus discípulos.

Os que um dia foram cegos [...] são os primeiros a abrir caminho naquela bela procissão. [...] Aquele a quem ressuscitou conduz o animal em que está sentado. Os outrora surdos e mudos, com ouvidos abertos e línguas destravadas, ajudam a ampliar os alegres hosanas. Paralíticos, com passos firmes e coração reconhecido, são agora os mais ativos em quebrar ramos de palmeira e espalhá-los em Seu caminho como tributo de homenagem ao poderoso Médico. O leproso, que ouviu as temíveis palavras do sacerdote: “Impuro!”, [...] também está ali. [...] O endemoninhado compareceu, mas não para ter as palavras arrancadas dos lábios pelo poder de Satanás. — Cristo triunfante, p. 253.
Das multidões reunidas para assistir à Páscoa, milhares saem para receber Jesus. Eles O saúdam com o agitar de ramos de palmeira e com uma explosão de cânticos sagrados. No templo, os sacerdotes tocam a trombeta para o culto vespertino, mas poucos atendem, e os principais dizem uns aos outros em estado de alarme: “O mundo se foi após Ele”.
Nunca em Sua vida terrena Jesus permitiu tal demonstração. Ele previa claramente o resultado. Isso O levaria à cruz. [...]
Os acontecimentos ligados a essa marcha triunfal estariam na boca de todos e apresentariam Jesus a cada alma. Depois de Sua crucifixão, muitos se lembrariam desses eventos relacionados ao Seu julgamento e morte. Eles seriam levados a pesquisar as profecias e se convenceriam de que Jesus era de fato o Cristo; e em todas as terras os convertidos à fé se multiplicariam. — O Desejado de Todas as Nações, p. 571.

Quarta-feira 9 de dezembro - 4. O PRÓXIMO PASSO EM DIREÇÃO À CRUZ
4A) Qual foi uma das primeiras coisas que Jesus fez quando entrou em Jerusalém? Marcos 11:15-17.
Mc 11:15-17 — E vieram a Jerusalém; e Jesus, entrando no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 16 E não consentia que ninguém levasse algum vaso pelo templo. 17 E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A Minha casa será chamada por todas as nações casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões.

No início de Seu ministério, Cristo expulsou do templo aqueles que o profanavam com comércio mundano; e Seu comportamento severo e divino havia aterrorizado o coração dos comerciantes ardilosos. No final de Sua missão, Ele voltou ao templo e encontrou-o ainda profanado, como antes. O estado das coisas estava ainda pior. [...]
Despertou-se a indignação de Jesus; Ele sabia que Seu sangue, que logo seria derramado pelos pecados do mundo, era tão pouco apreciado pelos sacerdotes e anciãos como o sangue dos animais que não paravam de derramar. [...]
Cristo falou com um poder que sacudia o povo como uma poderosa tempestade: “Está escrito: A Minha casa será chamada casa de oração. Mas vós a tendes convertido em covil de ladrões”. Sua voz soou como uma trombeta através do templo. O desagrado de Sua face parecia queimar como fogo. Com autoridade, ordenou: “Tirai daqui estes”. João 2:16. — O Desejado de Todas as Nações, pp. 589-591.

4B) Como os sacerdotes reagiram? Por que se sentiram assim? Marcos 11:18.
Mc 11:18 — E os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isso, buscavam ocasião para O matar; pois eles O temiam, porque toda a multidão estava admirada acerca da Sua doutrina.

Os fariseus estavam totalmente perplexos e desconcertados. Alguém a quem não podiam intimidar, estava no comando. Jesus tomara o posto de guardião do templo. Ele nunca havia assumido essa autoridade real. Nunca Suas palavras e obras haviam possuído tão grande poder. Ele havia feito obras maravilhosas em toda Jerusalém, mas nunca de uma maneira tão solene e impressionante. Em presença do povo que testemunhou Suas maravilhosas obras, os sacerdotes e governantes não ousaram demonstrar-Lhe uma hostilidade aberta. Enraivecidos e confundidos por Sua resposta, foram incapazes de realizar qualquer coisa naquele dia. — Ibidem, p. 593.

4C) O que Jesus fez para evitar mais conflitos no momento? Marcos 11:19.
Mc 11:19 — E, sendo já tarde, saiu para fora da cidade.

Quinta-feira 10 de dezembro - 5. JESUS NOVAMENTE PROFETIZA A PRÓPRIA MORTE
5A) Relate a parábola que Jesus falou ao povo na ocasião. Marcos 12:1-11.
Mc 12:1-11 — E começou a falar-lhes por parábolas: Um homem plantou uma vinha, e cercou-a de um valado, e fundou nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra. 2 E, chegado o tempo, mandou um servo aos lavradores para que recebesse, dos lavradores, do fruto da vinha. 3 Mas estes, apoderando-se dele, o feriram e o mandaram embora vazio. 4 E tornou a enviar-lhes outro servo; e eles, apedrejando-o, o feriram na cabeça e o mandaram embora, tendo-o afrontado. 5 E tornou a enviar-lhes outro, e a este mataram; e a outros muitos, dos quais a uns feriram e a outros mataram. 6 Tendo ele, pois, ainda um, seu filho amado, enviou-o também a estes por derradeiro, dizendo: Ao menos terão respeito ao meu filho. 7 Mas aqueles lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo, e a herança será nossa. 8 E, agarrando-o, o mataram e o lançaram fora da vinha. 9 Que fará, pois, o Senhor da vinha? Virá, e destruirá os lavradores, e dará a vinha a outros. 10 Ainda não lestes esta Escritura: A pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta por cabeça da esquina; 11 isso foi feito pelo Senhor e é coisa maravilhosa aos nossos olhos?

5B) Como os líderes de Israel reagiram a ela? Por quê? Marcos 12:12.
Mc 12:12 — E buscavam prendê-lO, mas temiam a multidão, porque entendiam que contra eles dizia esta parábola; e, deixando-O, foram-se.

A princípio, os interlocutores não perceberam a aplicação da parábola, mas agora viram que haviam pronunciado a própria condenação. Na parábola, o proprietário representava Deus; a vinha, a nação judaica; e o valado, a lei divina, que era sua proteção. A torre era um símbolo do templo. O senhor da vinha tinha feito de tudo para a felicidade dela. “Que mais se podia fazer à Minha vinha”, diz Ele, “que Eu lhe não tenha feito?” Isaías 5:4. Assim foi representado o cuidado incansável de Deus para com Israel. E como os lavradores deveriam devolver ao senhor uma proporção devida dos frutos da vinha, também o povo de Deus deveria honrá-lO com um viver correspondente aos privilégios sagrados. Mas como os lavradores tinham matado os servos que o senhor lhes enviara em busca de frutos, da mesma forma os judeus mataram os profetas que Deus enviou para chamá-los ao arrependimento. Mensageiro após mensageiro tinha sido morto. Até então, a aplicação da parábola não podia ser questionada, e no que estava para ocorrer não era menos evidente. No filho amado que o senhor da vinha finalmente enviou aos servos desobedientes, e que eles agarraram e mataram, os sacerdotes e governantes viram uma imagem clara de Jesus e do Seu iminente destino. Já estavam planejando matar Aquele que o Pai lhes havia enviado como último apelo. Na vingança infligida aos ingratos lavradores foi retratada a desgraça daqueles que deveriam condenar Cristo à morte. — O Desejado de Todas as Nações, pp. 596 e 597.

Sexta-feira, 11 de dezembro - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Qual foi o grande propósito da vida de Jesus?
2. Como a ressurreição de Lázaro apressou o reino vindouro?
3. Como a entrada triunfal convenceria as almas da divindade de Jesus?
4. Qual foi o resultado da segunda purificação do templo por Jesus?
5. Que quadro distinto foi apresentado aos sacerdotes e dirigentes através da parábola da vinha? Como reagiram a ele?
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